Produção britânica da Netflix lançada há menos de um mês vem sendo motor de discussões sobre o impacto da internet na infância e juventude
Diversos acontecimentos – muitos deles trágicos – relatados nos últimos anos entre crianças e adolescentes levaram pais e educadores a um debate sobre o uso da internet. No Brasil, desde janeiro de 2025, uma decisão do Ministério da Educação (MEC) proibe que os alunos usem smartphones e tablets nas instituições de ensino, públicas ou privadas. Mas o uso fora do período letivo também deve ser alvo de conversas. A série Adolescência, da Netflix, impulsionou as conversas sobre o tema, mesmo para aqueles que não tem filhos em idade escolar.
A produção britânica ficou em primeiro lugar na audiência em 71 países, com mais de 24 milhões de visualizações, se tornado um dos maiores sucessos da Netflix. Em meio ao burburinho mundial, a empresa de tecnologia e inteligência de dados Timelens, fez um levantamento para entender como os brasileiros vem recebendo a série Adolescência. Foram analisadas menções no Instagram, X (antigo Twitter) e TikTok, com 92,3% dos comentários sendo positivos. Os elogios vão para sua popularidade global (22%), o debate sobre masculinidade tóxica (14%) e o impacto emocional na audiência (12%).
O debate sobre o impacto da internet, em especial as redes sociais nos mais novos não surgiu com a série Adolescência, mas foi impulsionado por ela. Já há alguns anos pais e educadores se debruçam sobre o tema e nos últimos dois anos, segundo a Timelens há um aumento de 145% na procura por aplicativos de monitoramento. O bloqueio de conteúdos foi adotado por 57% destas famílias, no entanto a medida não chega a ser efetiva uma vez que 70% das crianças já sabem ajustar as configurações de privacidade nas redes sociais.
Relembre, neste link, o artigo Celular na sala de aula da professora Cristiane Imperador, publicado em Moema e Região, em janeiro deste ano.
Para saber mais sobre a empresa de inteligência de dados Timelens, acesse o link.