22 de setembro: Dia Nacional de Combate à Halitose

imagem fechada de uma mão em frente a uma boca, vista de lado, como que medindo se tem mau halito.

Chamada popularmente de ‘bafo’, a halitose é um problema verdadeiro, mas que para algumas pessoas ultrapassa o limite do real e passa a uma condição de ‘medo preventivo’: a halitofobia

Ter ou apresentar eventualmente mau hálito é um problema com diferentes implicações, desde as de saúde propriamente ditas, às sociais. Algumas vezes as pessoas com medo do próprio bafo, mesmo não o sentindo, se afastam dos outros ‘preventivamente’, o que especialistas chamam de ‘Halitofobia’. Neste 22 de setembro, Dia Nacional de Combate à Halitose, é feito um alerta sobre todas estas questões.

Dentro da medicina existe uma especialidade voltada ao hálito. Apenas a existência destes especialiastas já dá a dimensão do que a Halitose pode representar para o indivíduo. Passando da condição real para o medo de sua exitência, Lígia Maeda, médica especialista em halitose do Hospital Paulista, explica que a halitofobia ou pseudo-halitose é mais comum do que se imagina.

A especialista comenta que esse transtorno pode comprometer o convívio social e a qualidade de vida do paciente: “A pessoa tem a percepção persistente de que apresenta mau hálito, mas não há qualquer comprovação clínica ou exame que confirme essa alteração”, explica. “É uma condição que pode causar grande sofrimento psicológico, gerar ansiedade intensa e até levar ao isolamento social”, afirma a médica.

Lígia Maeda afirma que não se pode descartar que a halitofobia tenha origem em episódios pontuais de verdadeira halitose. “Fazemos uma investigação completa, que inclui o exame físico, histórico clínico e testes específicos para identificar compostos voláteis presentes na respiração. Quando todos os resultados são normais, passamos a considerar o diagnóstico de pseudo-halitose”, explica a especialista.

O medo de se ter mau hálito e todas as consequencias que este tipo de fobia pode trazer, pode levar a necessidade de uma abordagem multidisciplinar, caso a apresentação objetiva dos resultados não gere a clareza necessária. “É fundamental acolher essa angústia, explicar com clareza os resultados e, quando necessário, encaminhar o paciente para acompanhamento psicológico ou psiquiátrico”, diz.

A médica comenta que casos persistentes de halitofobia podem estar associados a transtornos como ansiedade generalizada ou transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). “Não é raro que o paciente rejeite, a princípio, a ideia de um encaminhamento psicológico. Mas com um bom vínculo médico-paciente, é possível mostrar que se trata de um cuidado necessário, e não de um julgamento”, afirma Lígia Maeda.