Conteudo enviado pela Assessoria de Imprensa do Comitê Paralímpico Brasileiro
Pela primeira vez na história o Brasil se tornou campeão geral no quadro de medalhas da competição. Os atletas medalharam em todos os dias em Nova Déli, incluindo seis pódios no encerramento neste domingo, dia 05 de outubro.
No último dia de provas em Nova Déli, seis brasileiros subiram no pódio. Os ouros de Clara Daniele, Jerusa Geber e Zileide Cassiano garantiram o Brasil no lugar mais alto do quadro de medalhas, totalizando 15 medalhas douradas.
O Brasil se sagrou, pela primeira vez na história, o campeão de uma edição de Mundial de Atletismo ao terminar na primeira colocação do quadro geral de medalhas na competição [paralímpica] realizada em Nova Déli, na Índia, e que se encerrou neste domingo, 5.
Os brasileiros subiram ao pódio todos os dias da competição em Nova Déli e lideraram o quadro geral de medalhas desde o primeiro dia de provas – único período do Mundial em que a primeira colocação foi dividida com a China. Só neste domingo, foram seis pódios, sendo três ouros, uma prata e dois bronzes.
Assim, o Brasil termina a competição com 15 ouros, 20 pratas e nove bronzes, com um total de 44 medalhas. Os chineses ficaram na segunda colocação, com 13 ouros, 22 pratas e 17 bronzes, sendo 52 no total. O Irã encerrou como o terceiro colocado, com nove ouros e 16 medalhas ao todo.
Esta é a segunda vez na história em que a China perde no quadro de medalhas na competição – a primeira havia sido há 12 anos, em Lyon 2013, quando o país vencedor foi a Rússia — na ocasião, os chineses terminaram na sexta colocação.
O atletismo paralímpico brasileiro estava muito próximo de atingir tal feito histórico pois já figurava entre os principais colocados no quadro geral de medalhas nas últimas edições de Mundiais. Nas três últimas participações, em Kobe 2024, Paris 2023 e Dubai 2019, o país terminou na segunda colocação.
No Mundial de Paris 2023 o Brasil teve seu melhor desempenho em total de pódios na história, com 47 medalhas ao todo, sendo 14 ouros, 13 pratas e 20 bronzes. Naquela ocasião, o país terminou a competição com dois pódios a mais do que os chineses (47 a 45). No entanto, os brasileiros ficaram na vice-liderança do quadro geral de medalhas por uma diferença de dois ouros – foram 14 contra 16.
Marca histórica e medalhas do último dia de competições na Índia
O último dia foi emocionante para os atletas do Brasil, que conseguiram novas marcas histórias, recordes e até uma medalha de ouro após o término da prova, sendo obtida no júri de arbitragem. A acreana Jerusa Geber conquistou a sua segunda medalha de ouro na Índia ao vencer a prova dos 200m T11 (deficiência visual), com o tempo de 24s88, o seu melhor na temporada. Foi também o segundo ouro da velocista na disputa, após o primeiro lugar em Paris 2023.
Jerusa se tornou a atleta brasileira, entre homens e mulheres, com maior quantidade de medalhas na história dos Mundiais. Ela atingiu a marca de 13 pódios na competição, sendo sete ouros, cinco pratas e um bronze, superando o recorde que era da mineira Terezinha Guilhermina, com 12 medalhas no total.
“Estou muito feliz. Dois objetivos concluídos com sucesso: o tetra nos 100m e sair daqui como a atleta com maior número de medalhas em mundiais. Cheguei e estou saindo sem dor, sem lesão. […] É claro que eu quero [ir para Los Angeles 2028]. Eu quero o penta, o hexa [nos mundiais], quero tudo. Até onde aguentar, eu quero ir”, analisou Jerusa, após a vitória.
Confira a posição final do Brasil nos últimos Mundiais de atletismo [paralimpico]:
Nova Déli – 1º lugar (15 ouros, 20 pratas e 9 bronzes)
Kobe 2024 – 2º lugar (19 ouros, 12 pratas e 11 bronzes)
Paris 2023 – 2º lugar (14 ouros, 13 pratas e 20 bronzes)
Dubai 2019 – 2º lugar (14 ouros, 9 pratas e 16 bronzes)
Londres 2017 – 9º lugar (8 ouros, 7 pratas e 6 bronzes)
Doha 2015 – 7º lugar (8 ouros, 14 pratas e 13 bronzes)
Lyon 2013 – 3º lugar (16 ouros, 10 pratas e 14 bronzes)
Christchurch 2011 – 3º lugar (12 ouros, 10 pratas e 8 bronzes)
Assen 2006 – 19º lugar (4 ouros, 11 pratas e 10 bronzes)
As Loterias Caixa, a Caixa, a Braskem e a Asics são as patrocinadoras oficiais do atletismo.
