Italiano tinha o otimismo e a positividade como forma de vida, foi piloto de Fórmula 1 e, após um acidente, de carros adaptados. Por último, se tornou atleta paralimpico de ‘handbike’ (foto)
Alessandro Zanardi é um nome conhecido da geração de fãs do automobilismo que acompanhava Ayrton Senna. Ele faleceu no mesmo dia que o piloto brasileiro, 32 anos depois. Como piloto de Fórmula 1, teve destaque em diversas ocasiões, mas não chegou a vencer um campeonato mundial – como acontece com a maior parte dos pilotos que disputa a categoria! Sua vontade de viver e amor pelas corridas é o que mais brilhava. Ele foi exemplo de otimismo, aquele famoso ‘ver a metade cheia do copo’.
Zanardi correu pela Jordan, Minardi, Lotus e Williams, na Fórmula 1 e, também como muitos companheiros, migrou para outra categoria, disputada naquela época apenas nos Estados Unidos: a Fórmula Indy. Lá ele conquistou dois títulos em 1997 e 1998. Em 2001, Zanardi sofreu um grave acidente que resultou na amputação de ambas as pernas, mas ele seguiu com o brilho nos olhos de um corredor. Primeiro participou de competições em carro adaptado, para depois conhecer a adotar o ciclismo olímpico.

No novo esporte, Alex Zanardi conquistou vaga para os Jogos Paralímpicos de Londres 2012, defendendo a Itália e conquistando já na estreia duas medalhas de ouro no paraciclismo. Ele voltou a defender seu país aqui no Brasil, levando outras duas medalhas no Jogos Paralímpicos do Rio 2016. O campeão paralímpico não chegou a sua terceira paralimpíada: em 2019, quando participava de um evento beneficente sofreu outro grave acidente e se afastou das competições.
A morte de Alex Zanardi foi lamentada em todo o mundo e centenas de homenagens foram feitas. A primeira ministra da Itália, Giorgia Meloni escreveu: “A Itália perde um grande campeão e um homem extraordinário, capaz de transformar cada prova da vida em uma lição de coragem, força e dignidade. Alex Zanardi soube se reinventar a cada vez, enfrentando também os desafios mais duros com determinação, lucidez e um ânimo fora do comum. Com seus resultados esportivos, seu exemplo e humanidade, deu a todos nós muito mais do que uma vitória: deu esperança, orgulho e a força de nunca se render. Em meu nome e no do governo, dirijo um pensamento emocionado e a mais sincera proximidade à sua família e a todos aqueles que lhe quiseram bem. Obrigado por tudo, Alex.”
